Onde está Wally?

Como chegamos na era do marketing de busca [Resumido]

Atualmente o marketing de busca é uma área do marketing que abocanha grande parte dos investimentos assim como resultados no ambiente digital, mas nem sempre foi dessa maneira e alguns fatores contribuiram seu crescimento e popularidade.

Com o crescimento vertiginoso do conteúdo online começamos a nos deparar com uma maior dificuldade para encontrar o Wally na rede mundial e principalmente com a chegada da Web 2.0 onde os usuários não apenas consomem informações, mas as criam e compartilham em sites, blogs, redes sociais dentre outros, ficou ainda mais dificil encontrar as agulhas que queríamos nesse grande palheiro virtual.

Temos que lembrar que a possibilidade de qualquer um poder publicar e compartilhar o conteúdo na internet é ótimo pois oferece uma liberdade nunca antes tida em nossa civilização, no entanto o ponto negativo é que não existe controle para esse conteúdo, ou seja, muito conteúdo ruim é criado… nesse processo a importância dos buscadores como o Google passam a ser mais importante para conseguirmos separar o joio do trigo.

Nesse novo ambiente em que tudo pode ser publicado e não existem limitações físicas, é sempre possível ter os conteúdos, produtos e ou serviços com baixa procura tanto quanto os mais populares. Chris Anderson identificou esses dados e conseguiu perceber o fenômeno da cauda longa que evidencia que a procura pelas inúmeras soluções menos populares somadas geram maior volume total do que os mais populares somados.

O fenômeno da Cauda Longa

O fenômeno da Cauda Longa

No mundo físico sempre tivemos a necessidade de selecionar, colocando os produtos mais importantes na prateleira por exemplo… mas no digital as possibilidades são infinitas e temos praticamente tudo coexistindo de uma vez para todos…  e no meio de tantas opções precisamos de filtros para encontrarmos o que realmente desejamos e mais uma vez os mecanismos de pesquisa como o Google vem ao nosso socorro.

Por outro lado, de acordo com Schwartz, quando as opções aumentam, nos sentimos mais agustiados ao invés de nos sentirmos mais livres e felizes para escolher.Com tantas opções que se equivalem, não importam as escolhas que façamos, sempre sentiremos a dúvida de que outra seleção poderia ser melhor… mais uma vez os buscadores podem reduzir as opções reduzindo a sensação de agústia.

Com a ascensão da banda larga, de melhores conexões em dispositivos móveis, gps e outras novas tecnologias, estamos sempre on-line, sempre conectados à internet e ao mundo… estamos presenciando e usufruindo do que chamamos de computação ubíqua. E a facilidade de se fazer uma busca a qualquer instante em qualquer lugar está na palma de nossas mãos, o que a torna atraente e praticamente irresistível.

Esses fatores nos levaram a aproveitar de maneira imperceptível porém intensa a era da busca… buscamos tudo a qualquer hora, desde o mapa de um destino até um serviço online. Um dos maiores efeitos que percebmemos nesse cenário é a famosa inversão do vetor de marketing. 

Enquanto no marketing tradicional as ações ocorrem no sentido da marca para o consumidor, na era da busca é o consumidor que pesquisa pela marca. Antes assistíamos sentados o Jornal Nacional e seus comerciais… hoje não vermos mais os comerciais (você lembra do último comercial que assistiu de verdade?) mas pesquisamos as marcas, produtos e serviços quando estamos dispostos, necessitados ou com vontade de comprar algo.

Antes o marketing se baseava no Fmot, também conhecido como primeiro momento da verdade, onde o consumidor após um estímulo inicial como um comercial, decidia sua compra em um momento bem específico, normalmente na prateleira de uma loja ou supermercado. Resumidamente podemos assumir que são os primeiros segundos depois que um comprador encontra pela primeira vez a prateleira de uma loja com varidade de produtos e precisa definir qual comprar… por isso o  no ponto de venda foi tão importante no marketing tradicional.

Fmot, também conhecido como primeiro momento da verdade

Só que agora há um novo momento crítico de decisão acontece antes que os consumidores cheguem na prateleira, e o definimos como Zmot, ou momento zero da verdade. O momento zero da verdade são milhões de micro momentos que antecedem a decisão de compra, onde os consumidores pesquisam exaustivamente em milhões de pequenos momentos antes da tomada de decisão final de compra.

Zmot, ou momento zero da verdade

Alguns exemplo que dos micromomentos que definimos como Zmot:

  • Uma mãe ocupada em uma minivan , procurando descongestionantes no celular enquanto espera para pegar seu filho na escola.
  • Um gerente de escritório em sua mesa , comparando preços de impressoras a laser e custos de cartuchos de tinta antes de ir até a loja de materiais de escritório.
  • Um estudant e em um café, verificando as classificações e as análises dos usuários e procurando um hotel barato em Barcelona.
  • Um fã de esportes de inverno em uma loja de esqui, usando um celular para ver análises em vídeo dos snowboards mais recentes.
  • Uma jovem em seu apartamento, pesquisando na Internet detalhes interessantes sobre um novo rapaz antes de um encontro às cegas.

Em suma, se você não estiver indexado ou bem posicionado no Google quando seus consumidores pesquisarem por sua marca, produtos e serviços, e isso ocorre milhões de vezes por dia, você praticamente não existe!

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