SEO, IA e GEO: o futuro da busca com Erick Formaggio – Martincast #EP132
No Martincast #EP132, John Martin recebe Erick Formaggio para uma conversa profunda sobre SEO, inteligência artificial, GEO e o futuro da busca.
Neste episódio, Erick compartilha sua trajetória no mercado de SEO desde 2007, sua experiência com dados, CRO, BI, web analytics e sua visão sobre como a busca está evoluindo com a chegada da inteligência artificial.
Ao longo do papo, discutimos como o SEO deixou de ser apenas um trabalho centrado no site e passou a envolver marca, reputação, presença em diferentes canais, sentimento do consumidor e autoridade digital. Também falamos sobre GEO, buscas conversacionais, o papel das redes sociais, a importância dos fundamentos de SEO e os desafios das empresas para aparecerem bem nas respostas geradas por IA.
Será que o SEO morreu? Ou será que ele ficou ainda mais estratégico?
Assista ao episódio completo e entenda como profissionais e empresas devem se preparar para o novo cenário da busca.
SEO continua vivo. O comportamento do usuário mudou!
Um dos pontos mais importantes da conversa é que o SEO não morreu.
Na verdade, os fundamentos continuam praticamente os mesmos. O que mudou foi a forma como o usuário encontra respostas.
Antes, a jornada era simples:
- pesquisar;
- abrir vários links;
- comparar informações;
- tomar uma decisão.
Agora, boa parte desse processo acontece dentro da própria inteligência artificial.
O usuário conversa com a IA, refina perguntas e só visita um site quando realmente precisa aprofundar ou concluir uma decisão.
Essa mudança reduz alguns cliques informacionais, mas aumenta a qualidade do tráfego que realmente chega até o site.
GEO não substitui SEO. Ele amplia a estratégia.
Muito se fala em GEO como se fosse uma disciplina completamente nova.
Na prática, a visão apresentada durante o podcast é diferente.
O SEO tradicional sempre esteve muito concentrado no site.
Já o GEO amplia o olhar para toda a presença digital da marca.
Isso significa que não basta produzir um bom conteúdo.
A inteligência artificial também observa sinais externos, como:
- vídeos publicados no YouTube;
- discussões em comunidades como Reddit;
- presença nas redes sociais;
- reputação da marca;
- conteúdos publicados em outros sites;
- citações em veículos especializados.
Hoje, a marca inteira passa a fazer parte do processo de otimização.
O sentimento sobre a marca passa a ser um fator estratégico
Talvez a maior mudança apresentada durante a conversa seja esta:
Não basta aparecer nas respostas da IA.
É preciso aparecer da forma certa.
As inteligências artificiais não apenas citam empresas. Elas resumem opiniões, destacam pontos fortes, levantam críticas e utilizam diversas fontes para construir suas respostas.
Isso cria um novo desafio.
Se a percepção pública sobre uma marca for negativa, a IA poderá reproduzir esse sentimento ao responder perguntas dos usuários.
Ou seja:
Visibilidade deixa de ser suficiente.
Reputação passa a ser parte da estratégia de busca.
SEO deixa de ser um trabalho isolado
Outro ponto importante discutido é que SEO não pode mais trabalhar sozinho.
Hoje existe uma integração muito maior entre diferentes áreas do marketing digital.
Entre elas:
- mídia paga;
- social media;
- produção de conteúdo;
- BI e análise de dados;
- CRO;
- branding;
- assessoria de imprensa.
Quanto mais consistente for a comunicação da marca em todos esses canais, maior tende a ser sua autoridade para os mecanismos de busca e para as inteligências artificiais.
O profissional de SEO precisa entender de negócios
Durante muitos anos, dominar ferramentas técnicas era suficiente.
Hoje isso mudou.
O profissional precisa compreender:
- comportamento do consumidor;
- estratégia de marca;
- jornada do cliente;
- análise de dados;
- comunicação entre equipes.
Mais do que executar otimizações técnicas, o especialista passa a atuar como alguém que conecta diferentes áreas para gerar resultados de negócio.
A IA não elimina oportunidades. Ela cria novas.
Existe muito medo em torno da inteligência artificial.
Mas a conversa mostra uma visão mais equilibrada.
Toda grande transformação tecnológica gera insegurança.
Já aconteceu com atualizações do Google.
Aconteceu com redes sociais.
Aconteceu com dispositivos móveis.
Agora acontece com a IA.
A diferença é que quem entende os fundamentos consegue se adaptar muito mais rápido.
As ferramentas mudam.
Os princípios continuam.
O maior diferencial continuará sendo gerar valor
Se existe uma conclusão clara deste episódio, é que o futuro da busca será cada vez menos baseado apenas em algoritmos e cada vez mais baseado em confiança.
A inteligência artificial consegue organizar informações.
Mas ela continua dependendo da qualidade dessas informações.
Empresas que produzem conteúdo útil, mantêm uma boa reputação e entregam uma experiência consistente tendem a ganhar espaço tanto no Google quanto nas respostas das inteligências artificiais.
No fim das contas, SEO, GEO e IA não são concorrentes.
São partes da mesma evolução do marketing digital.
Quem entender essa mudança agora estará muito mais preparado para os próximos anos.
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