Seo Letter 121 - feliz ano novo com leonardo di caprio

Seo Letter 121 * Fatores Posicionamento, páginas lentas no mobile, pesquisa de imagens, reviews ofensivos e crawl budget

O ano de 2016 foi super empolgante com muitas novidades no mundo SEO mas acredito que tenha sido somente uma pequena amostra do que está por vir, um 2017 recheado de novidades e muitos desafios para quem deseja se posicionar bem no Google; com forte viés para mobile e impactos do machine learning e inteligência artificial.

Acredito que 2017 seja o ano que táticas isoladas de SEO não serão suficientes para fazer um verão, nesse novo universo da otimização é necessário ter uma visão mais holística e completa… em outras palavras, o que antes era uma corrida recreativa de 10km se transformou numa prova de Triathlon Iron Man.

Por falar em desafios, sempre é bom lembrar que John Chambers, CEO (Chief Executive Officer) da Cisco por 20 anos, profetizou que que 40% das empresas vão falir nos próximos 10 anos!

Serão 50 bilhões de aparelhos conectados em 2020 e 500 bilhões (sim, esse número não está errado) em 2030. Para Chambers, isso vai fazer a economia dar uma reviravolta gigantesca: empresas acomodadas e sem inovação vão falir, dando espaço para novas empresas alinhadas com as inovações deverão tomar seus lugares – uma tendência que já está ocorrendo com milhares de startups de tecnologia ganhando proeminência.

Então se sua organização, seja ela digital ou não, está naquela fase de acomodação, melhor sacudir a poeira e começar a correr atrás do prejuízo…

Talvez o primeiro passo para se adequar nessa nova onda seja fazer todo o possível para estar bem posicionado nos principais buscadores… atente que em pesquisa realizada pela adweek, identificou-se que 92% das compras comerciais começam com uma pesquisa e que 81% dos compradores pesquisam online antes de comprar.

Se você não está no Google você não existe!

E se você não conseguiu acompanhar as últimas novidades de SEO porque estava pulando 7 ondinhas e torcendo para ganhar na mega sena – não esquente a moringa, porque nessa edição do Seoletter você vai saber das principais notícias e novidades do que realmente importa para sua otimização.

Mais recente estudo dos Fatores de Posicionamento

O novo estudo de fatores de posicionamento da Search Metrics foi liberado e o que surpreendeu foi o ganho em importância de fatores relacionados com conteúdo em detrimento da queda de importância dos backlinks, tradicionalmente um dos fatores mais fortes.

Muito embora os backlinks tenham tido sua importância reduzida, é importante salientar que ainda são um dos top fatores de posicionamento, então nada de abandonar a sua estratégia de construção de links ein.

Super recomendo a leitura do estudo completo que você pode baixar aqui, mas fiz um resumo do que considerei os pontos mais impactantes:

  • Os fatores técnicos ainda são um pre-requisito para bons posicionamentos.
  • Sinais do comportamento do usuário que podem ser obtidos através da serp, navegador, Analytics ou até mesmo do Android fornecem cada dia mais dados para o Google entender se o usuário está ou não satisfeito com seu site.
  • É possível conseguir bons posicionamentos sem ter muitos backlinks de alta autoridade; os backlinks ainda são um fator muito forte mas deixaram de ser primordiais.
  • As primeiras colocações estão usando 20% menos palavras-chave direcionadas no conteúdo do que anteriormente, isso provavelmente ocorre pelos maiores textos assim como a utilização de sinônimos e termos semânticos – além é claro da melhora na interpretação pelo Google com Rankbrain.
  • Em se tratando de palavras-chave, também notamos menor quantidade nas primeiras colocações em comparação com o ano anterior, provavelmente mesmos motivos que o item anterior.
  • O tempo no site para as primeiras 10 posições é de aproximadamente 3 minutos (você sabe como está no seu site?)
  • Quase metade das páginas nas primeiras 10 posições usam Https, se você não usa, aproveite que já existem ótimas opções grátis como o Lets Encrypt.
  • A dominância dos domínios .com cresceu e atingiu 86% esse ano. O mesmo deve valer para .com.br mas como o estudo foi feito na gringolândia, isso nos mostra que usar os domínos padrão (.com e .com.br) tem maior probabilidade de se posicionar do que as opções secundárias como .cc ou .net.
  • O tempo médio de carregamento para as primeiras 10 posições costuma ser de 7,8 segundos para desktop e 7 segundos para mobile… em outras palavras parece que 7 é o número mágico da velocidade.

Páginas lentas não são mobile para o Google

É isso mesmo, se você tem uma página responsiva ou personalizada para o mobile mas sua velocidade é do tempo que usávamos um modem de 9.600 para se conectar a uma bbs, então meu amigo, o Google não vai considerar sua página como mobile.

Aos 21:39 minutos desse vídeo, assim como no twite a seguir,  John Mueller explica com outras palavras que muito embora você tenha uma página responsiva ou personalizada para o mobile, se a velocidade for ruim o Google pode não considerar ela como mobile.

Isso significa que não basta ter um site responsivo mas é importante testar e avaliar a velocidade real de suas páginas mobile… mais um motivo para que você dobre a atenção na velocidade de seu site e invista em um servidor decente.

Página lenta não é mobile para o Google

Fica a dica: muitos só testam a velocidade no desktop mas em 2017 será vital testar a velocidade mobile e se esforçar para estar sempre bem nesse quesito.

Amp na Pesquisa por Imagens

Agora o Google exibe resultados Amp na pesquisa por imagens (lembre-se que o Amp é somente no mobile). Isso significa que ao fazer uma pesquisa por imagem no celular seus resultados podem ser exibidos com destaque caso você já tenha configurado as páginas Amp.

Amp exibido na pesquisa por imagem mobile

Dados Estruturados na Pesquisa por Imagem

E a pesquisa por imagem no mobile tá cheia de novidades, agora se os seus produtos tiverem com a marcação de dados estruturadas (schema markup) os mesmos serão exibidos com informações do produto como preço e reviews.

Schema na pesquisa por imagens

Google contra os reviews com linguagem ofensiva

linguagem profana ou ofensiva é explicitamente proibido pelas diretrizes do Google

O Google atualizou suas diretrizes na utilização de dados estruturados de reviews, e agora ter reviews que contenham linguagem profana ou ofensiva é explicitamente proibido pelas diretrizes. Em outras palavras isso significa que se você tem dados estruturados de reviews e neles contiver esse tipo de linguagem, isso será um problema.

Agora não basta mais ter comentários, mas é necessário ter uma boa moderação para evitar que suas lindas estrelinhas que aparecem no Google não vão por água abaixo. #Moderação_Neles!

Não se preocupe com o Crawl Budget a menos que…

No vídeo abaixo John Mueller deixa claro que a maioria das pessoas não entende direito como o Google determina o tempo que gastará para ler um site (crawl budget), mas o mesmo afirma que para a grande maioria dos sites não é necessário se preocupar.

No entanto em uma discussão no twitter sobre quando usar o nofollow interno para otimizar o tempo de leitura do robô de pesquisa, Gary Illyes deixou claro que você pode começar a se preocupar quando tiver mais ou menos 100 mil páginas, ou seja, se você tem um site institucional ou um pequeno blogue não precisa esquentar a cabeça.

Mas se tiver um grande e-commerce, marketplace ou até um grande fórum de discussão com certeza isso pode lhe ajudar a melhorar a frequência com que o googlebot retorna nas páginas que realmente são importantes para você.

A recomendação em caso de sites muito grandes realmente é analisar o mapa interno de links e reduzir o tempo gasto com links desnecessários ao googlebot; por exemplo, use nofollow em filtros que não adicionam valor às páginas filtradas, isso vai evitar que o Google leia páginas que não agregam valor e não se posicionam pois as mesmas normalmente já tem um canonical para as páginas sem filtro 😉

“Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier” Provérbio Chinês

 

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